Quarta-feira, Julho 01, 2009

Desenho de Cesar Marchesini.

Amanhecer na janela dos vizinhos

Foto de Iara Teixeira.

Foto de Alberto Korda.

Rá!

Foto de Vera Solda.

Charge antiga

Publicada n' O Estado do Paraná.

Uebas!

Paulo Leminski

companhia brasileira de teatro.

Drops de Cocaína para dor de dente - cura instantânea

Os drops de cocaína para dor de dente (1885) eram populares para crianças. Não apenas acabava com a dor, mas também melhorava o "humor" dos usuários.

Na moldura

Enéas Lour e Mário Schoemberger.
Foto de Vera Solda.

Tempo, tempo, tempo

Nancy e Dóris Teixeira, Carlos Careqa, Soruda san e Iara teixeira, no Original Beto Batata. Foto de Vera Solda.

Alhures do Sul

Oraci Gemba, Quatiguá, 14 de julho, 1934,
Curitiba, 14 de julho, 1994.

Você pode ganhar um dos três originais que serão sorteados aos votantes do Troféu HQMIx

Se você já votou no Troféu HQMIX nesse ano já está concorrendo à um dos três originais de desenhistas - um do Sergio Macedo, um do Jaguar e outro da Mariza. A votação estará encerrada no dia 6 de junho à meia noite. Portanto, para os que ainda não votaram pedimos que não deixem para o último momento. Basta entrarem no sistema com a senha enviada anteriormente.
1- Não é preciso votar em todos os ítens da cédula
2- Caso não concorde com os indicados pela Comissão Organizadora, pode escolher seu voto na alternativa "outros" em cada categoria.
3- Pesquise antes de votar para ser o mais justo possível em sua escolha.
Entrega do Troféu, dia 07 de agosto às 20h00 no SESC Pompéia-SP

Comissão Organizadora do 21º Troféu HQMIX. Caso tenha algum problema nesse processo, entre em contato.

Cliques do Maringas

Robert Amorim, Beto Batata.
Foto de Newton Maciel.

Faça propaganda e não reclame

Benett

Gazeta do Povo.

Hoje

Foto sem crédito.

Rá!


PhotoBucket.

Dibujo

Desenho de Miran. BrazilCartoon.

Quem é que faz essas fotos?

Alice, essa maravilha

Foto de Lucila Wroblewski.
Alice Ruiz, para quem não conhece as alices ruizes, é uma planta da família das violáceas, de estípolas foliáceas, sempre cercada de áureasalices e estrelas-da-manhã por todos os lados, cuja função é servir de alicerce para todos os aquis, deixando para cá os alis que agora gorjeiam e não gorjeiam como lá.
Há as alices ruizes que flutuam como as brumas de um letargo, que provocam os broquéis dos cruzesouzas e alimentam fonemas nos vocábulos, causando uma leve aliteração aos sábados, desde que simetricamente dispostos. São seres alígeros, descritos em prosa e verso, na sua mais transparente tradução, aliformes, alindados e, por tudo isso, alimento dos deuses. As alices ruizes, poiemas, que provocam as tempestades no deserto, transubstanciam-se em primavera em pleno outono, numa galactopoese silenciosa antes do pôr do sol, contrariando a teoria da versificação.
Outras, poietés, de imaginação inspirada, de três versos, dos quais dois são pentassílabos e um, o segundo, heptassílabo, são pequenas ilhas orientais que seduzem e deslumbram até prova em contrário.
Agrisalhadas, com o passar do tempo, são fontes de água lustral, a água sagrada dos antigos, preparada na pira dos sacrifícios, diferente das águalices comuns. Líquidas e certas, na Grécia, eram cultivadas aos pares para exposição de idéias sob a forma imaginativa, em noites de lua cheia. A especialidade das alices ruizes é a floração, desenvolvida com astúcia e elegância quando as palavras se encontram. Há ainda os horóskopos, alices ruizes dedicadas às divindades, à religião, aos ritos e aos cultos, entre uma página e outra, pitonisas transparentes, cúmplices da situação dos astros.
Todas as alices ruizes unidas, uma por todas e todas por uma, sempre, são moças polidas, levando uma vida lascada. E, no país das maravilhas, enquanto você faz poesia, elas, poetas no país dos espelhos, ouvem a cotovia. Solda.

Dibujo

Cruelritiba: Leda com Vitiligo

Foto de Lina Faria.

Uebas!

Gente, é uma grande oportunidade para seu futuro, caso ache que não está preparado. Que tal estudar um pouco? Boa sorte, tomara que consiga um dia ser Deputado Federal.
Concurso Público Interno. Veja se você conseguiria aprovação para concorrer a uma vaga de assessor de Deputado.
As questões foram elaboradas a pedido do digníssimo atual Presidente da Câmara, para submeter seus parentes a uma prova, demonstrando que os mesmos têm capacidade para assumir os cargos que ocupam, e que essa história de nepotismo é pura inveja de quem não consegue arranjar uma boquinha...
1) Um grande presidente brasileiro foi Castelo
( ) Roxo ( ) Preto ( ) Branco ( ) Rosa choque ( ) Amarelo
2)
Um líder chinês muito conhecido chamava-se
Mao-Tsé
( ) Tang ( ) Teng ( ) Ting ( ) Tong ( ) Tung
3)
A principal avenida de Belo Horizonte chama-se Afonso
( ) Pelo ( ) Pentelho ( ) Penugem ( ) Pena ( ) Cabelo
4)
O maior rio do Brasil chama-se
Ama
( ) boates ( ) zonas ( ) cabarés ( ) relinho ( ) ciante

5) Quem descobriu a rota marítima para as Índias foi
( ) Volta Redonda ( ) Fluminense ( ) Flamengo ( ) Botafogo ( ) Vasco da Gama
6) A América foi descoberta por
Cristóvão Co
( ) maminha ( ) picanha ( ) alcatra ( ) lombo ( ) carne do sol
7)
Grande Bandeirante foi
Borba
( ) Lebre ( ) Zebra ( ) Gato ( ) Veado ( ) Vaca

8) Quem escreveu ao Rei de Portugal sobre o descobrimento do
Brasil foi Pero Vaz de
( ) Anda ( ) Para ( ) Corre ( ) Dispara ( ) Caminha

9) Um famoso ministro de Portugal foi o
Marques de
( ) Galinheiro ( ) Puteiro ( ) Curral ( ) Pombal ( ) Chiqueiro
10)
D. Pedro popularizou-se quando
( ) eliminou a concorrência
( ) decretou sua falência
( ) saturou a paciência
( ) proclamou a independência
( ) liberou a flatulência
11) Pedro Alvares Cabral
( ) inventou o fuzil ( ) engoliu o cantil ( ) descobriu o Brasil ( )

foi pra puta que pariu ( ) tropeçou mas não caiu
12)
Foi no dia 13 de maio que a Princesa Isabel
( ) aumentou a tanajura ( ) botou água na fervura ( ) engoliu a
dentadura ( ) segurou a coisa dura ( ) aboliu a escravatura
13) Um grande ator brasileiro é
Francisco Cu
( ) sujo ( ) de ferro ( ) oco ( ) largo ( ) apertado

14) O autor de Menino do Engenho foi
José Lins do
( ) Fiofó ( ) Cu ( ) Rego ( ) Furico ( ) Forevis

15) O Mártir da Independência foi Tira
( ) gosto ( ) cabaço ( ) que está doendo ( ) dentes ( ) e põe de novo
16) D. Pedro I. as margens do Rio Ipiranga, gritou
( ) Hortência volte! ( ) Eu dou por esporte! ( ) Como dói, prefiro a morte! ( ) Independência ou morte!
( ) Maria, endureceu! Que sorte!
Deveria ser mais fácil, né ? É por isso que só tem cobra lá.

Tiago Recchia

Gazeta do Povo.

Na moldura

Julio Covello. Foto de Brunno Covello.

Secuestraram a caricaturista Allan McDonald y su hija de 17 meses en Honduras

Ayer a las 3 de la mañana, el caricaturista hondureño Allan McDonald fue secuestrado de su casa por efectivos militares golpistas, junto asu hija de 17 meses de edad. Desde su puesto en el diario El Heraldo, Allan Mc Donald mostro suapoyo a la consulta popular lanzada por el presidente electo Manuel Rosales Zelaya. Según una amiga de Allan, radicada en Suecia, lo último que se supo de Allan es que estaba preso en un hotel, junto a funcionarios de la Embajada de Venezuela y dos periodistas españolas. Al parecer fue llevado por los militares a la frontera de El Espino para abandonar el pais, pero hasta ahora no se sabe su paradero. Desde Ediciones La Ñatita pedimos difundir esta información a todos los colegas dedicados a al historieta, ilustración y caricatura, por favor, no dejemos que esto pase desapercibido.

E agora, José?

Foto sem crédito.

Ela

Amy Winehouse, Adegão. Foto sem crédito.

Poluicéia desvairada!

São Paulo não para. Passa por cima.

Foto de Lee Swain.

Óleo sobre tela de Isabel Guerra.

Tcham!

Dibujo

Hoje!

Todo mundo lá!

Tiago Recchia

Los 3 Inimigos - Gazeta do Povo.

Barriga de aluguel:
uma gestão de negócio,
num negócio em gestação.

Wonder conecta con el jazz

Stevie Wonder sonríe durante la rueda de prensa de este martes, en Montreal (Canadá). Wonder es el encargo de la apertura de la 30 edición del Festival Internacional de Jazz de esa ciudad. AP.

Charge antiga

Publicada n' O Estado do Paraná.

Horrorbilly fest no Jokers

Fotos de Bárbara Magalhães.
Acontece neste domingo, dia 5, às 19h30 a primeira edição do Horrorbilly Fest no Jokers (R. São Francisco, 164). Na ocasião serão apresentadas como atrações internacionais o trio inglês Slim Jim Phantom, a banda norte-americana BlitzKid e na escalação brazuca, os veteranos Ovos Presley – conhecidíssimos do público curitibano. Os ingressos já estão à venda no local e custam R$40 (meia entrada) no primeiro lote. A classificação é 18 anos.
Blitzkid
O Blitzkid é sem dúvida a mais importante banda de horrorpunk do novo milênio, considerados os herdeiros absolutos do trono ocupado pelo Misfits. Formada em 1997, na cidade americana de Bluefield (Virgínia), a banda que vem ao Brasil conta em sua formação com o lendário Dr. Chud, ex-baterista do Misfits, que gravou o disco que é considerado por muitos como o mais importante do Misfits, o "American Psycho" de 1997, além de outros três discos de sucesso na carreira da banda. Dr. Chud também participou do CD solo de Joey Ramone (Don't Worry About Me), gravando ao lado do mestre Joey a música "1969", cover de Iggy Pop & The Stoges.
Depois de tocar em todos os cantos do planeta e participar dos mais importantes festivais pelo mundo afora, como o Mera Luna, Rock My Ass, Endless Summer e até no festival de metal/hardcore Summer Breeze, no qual eles dividiram palco com Dark Tranquility e Soulfy em 2007, tocando para mais de 20 mil pessoas, chega a vez de o Brasil receber o show da banda que é formada por TB Monstrosity (guitarra/vocal), Argyle Goolsby (baixo/vocal) e Dr. Chud (bateria).
Slim Jim Phantom Trio
Slim Jim Phantom é o baterista original da lendária banda Stray Cats. Ao lado de seus eternos companheiros de banda Brian Setzer e Lee Rocker, ele foi o responsável por difundir em todo o planeta o movimento "neo-rockabilly" no começo dos anos 80. Depois de mais de 25 anos de estrada com o Stray Cats e milhões de discos vendidos em sua carreira, Slim Jim Phantom continua inspirando e entusiasmando seus fãs pelo mundo afora, com o mesmo som, estilo e imagem que o consagraram nos anos de ouro do Stray Cats. Considerado por muitos como o baterista mais "cool" do rock 'n' roll, a influência de Slim Jim está presente na cena rock atual, com incontáveis bateristas imitando seu estilo pioneiro de tocar em pé.
Passados quase 20 anos desde a primeira (e única) vez que o Stray Cats esteve no Brasil, Slim Jim Phantom retorna ao nosso país para matar as saudades dos fãs, tocando clássicos do rockabilly, novas composições e clássicos do Stray Cats com os músicos Slim Jim Phantom (baterista do Stray Cats), Jimmy Rip (guitarrista que já tocou com Jerry Lee Lewis, Debbie Harry, Mick Jagger, Kid Creole, Tom Verlaine, entre outros) e Nixxx (baixista da lendária banda argentina Motorama)
Acústico na sexta
Para esquentar o fim de semana a programação do Jokers começa na sexta-feira, dia 3, com mais uma edição do projeto Acústico Mundo Livre que apresenta dois shows em formato acústico com as bandas Barra Pesada e terroristas de Butique. O projeto foi criado para gerar uma maior visibilidade aos artistas locais independentes com versões acústicas e exclusivas com direção artística de Helio Pimentel, direção executiva de Rafaela Malluceli, direção musical de Marielle Loyola, e produção musical de Vinícius Braganholo.
Barra Pesada

O som da banda Barra Pesada não é facilmente descrito por um único gênero. É um som com influências rock, stoner metal, punk, trash e jazz. A banda teve origem em 2003 com BB from Bronx e Negran O'Neil. Até então BB from Bronx havia seguido a carreira de músico como baterista, porém, ao formar o Barra Pesada, trocou de instrumento assumindo guitarra e vocais, onde pode exercer e amadurecer suas composições. Durante algum tempo a dupla tocou em garagens e em estúdios caseiros, e logo sentiram a necessidade de procurar por um contra-baixista para completar a banda.
Nesta busca diversos profissionais passaram pelo Barra Pesada, entre eles Rod du Point e Digão do Underdog Foundation mas, foi apenas quando o baixista Subasoccer, irmão de BB from Bronx, se juntou à banda, que o Barra Pesada finalmente consolidou. A partir desta união a banda alcançou a sonoridade considerada ideal, com guitarras pesadas, riffs fortes e poucos solos, bateras grovadas com pegada e baixos fortes em alto volume. Assim nascia o rock do Barra Pesada, meio metal, meio trash, meio stoner. Um rock sério sem frescuras nem firulas virtuosas.
Desde a formação a banda vem se apresentando em shows pelo Brasil. Houve um período em que BB from Bronx esteve morando no Canadá. Nesta época aconteceram algumas apresentações internacionais do Barra Pesada contando com Joshua Case (ex-Big Boss) no contra-baixo e Dieter (ex-Huskvarna) na bateria.
Para abrir a noite de sexta acontece a apresentação da banda Terroristas de Butique, de Curitiba que trabalha com letras mais puxadas para o humor.
Serviço:
Projeto Acústico Mundo Livre – Apresentação das bandas Terroristas de Butique e Barra Pesada. Sexta-feira, dia 3, às 22 horas, no Jokers (Rua São Francisco, 164 - Centro Histórico). Entrada livre até às 21 horas. Após R$10. Discotecagem DJ Ronypek. Reservas fones: 41- 33 24 23 51 ou 30 13 51 64. Horrorbilly Fest – Apresentação das bandas Slim Jim Phantom (Reino Unido), BlitzKid (EUA) e Ovos Presley (Brasil). Domingo, dia 5, às 19h30, no Jokers (Rua São Francisco, 164 - Centro Histórico) Entrada R$40 (meia-entrada do primeiro lote). Reservas fones 41- 33 24 23 51 ou 30 13 51 64. Classificação etária: 18 anos.



RB Escritório de Comunicação
Rodrigo Browne: 41 91 45 70 27
Bárbara Magalhães: 41 33637759

Quem é que faz essas fotos?

Benett

Gazeta do Povo.

Tcham!

Jodie Marsh. Foto sem crédito.
Taxi Driver.

Fraga

O Outono, a mais outonal das estações, se alimenta de ouro e azul, um cardápio matinal servido na bandeja do céu. Antes, a alvorada cozinha rabos-de-galo no leste, em fogo mais que brando. Meio acordado, o horizonte se clareia para o seu desjejum de matizes. Uma toalha algodoada se estende por 180º, salpicada de detalhes ferrugentos. Completamente amanhecido, o Outono sai a passear pelo dia. Faceiro, é um flâneur elegante, cachecol de plátano ao vento, reverenciado por redemoinhos de cisco como se fossem cuscos. O Outono circula entonando canteiros, entoando viveiros, tão à toa quanto é possível para uma estação. Todo trajado de anil, segue rumo à tarde, deixando atrás de si a limpidez da época. Solitária na paisagem, uma pandorga engravata o peito enfunado do Outono, que já se ajeita, tingido de poesia, para se aninhar no poente. Esplendoroso, o Outono se despede de mais um dia, posando de pintura impressionista.

Solda

O Estado do Paraná.

Um navio encalhou no Canal da Galheta e as causas são misteriosas: alguns dizem que foi o maldito vento nordeste, outros afirmam que um cabo rompido do rebocador levou o navio para o brejo e o governador acha que o culpado é o prático. O que ninguém deles admite é o fantasma do Pirata Bolorôt na Baía de Paranaguá.
Do governador às autoridades portuárias, passando pelos canalhas da imprensa, todos sabem mas não revelam é que desde o século XVIII o lendário pirata Bolorôt vem atormentando os incrédulos do litoral paranaense.
Corsário da melhor tradição corsária, o registro mais antigo do francês Carlos La Chené Bolorôt é do século XVIII, depois relatado pelo historiador Antonio Vieira dos Santos:
“Em 1718 o temerário pirata francês Bolorôt teve a imprudência de fazer seu ingresso rapinoso, atrás do galeão espanhol que vinha do Chile, carregado de prata, invadindo essas águas do terreno onde a Protetora da Cidade dominava, causando seu aparecimento imprevisto, na ponta da Ilha de Cotinga, grande susto e terror aos paranaguenses indefesos. Eles prontamente recorreram à sua Padroeira e, cheios de confiança e devoção, a conduziram em triunfo, qual valorosa Judite, ao lugar da ribanceira; e prontamente, em defesa de seus filhos, foi castigada tal ousadia, por meio de um repentino furacão furioso que fez levar o navio desses piratas contra um cachopo de rochedo, que tem à flor d”água, na Ilha da Cotinga, onde foi submergido nos profundos abismos, com o chefe pirata e seus cúmplices. Vitória que os paranaguenses alcançaram pela intercessão de Maria no dia 9 de março do mesmo ano de 1718, ficando desde então eternizado o nome daquele rochedo, como memória perpétua de tal acontecimento”.
O furacão de 1718 (daí que 99% dos litorâneos são atleticanos) botou a pique o galeão, afundou o carregamento de prata, mas deixou vagando nas águas da Baía de Paranaguá a lenda do Pirata Bolorôt.
Não reconhecendo o monopólio comercial dos portugueses, o Rei da França outorgou várias cartas de corso para os navegadores da Bretanha e da Normandia. Entre eles Bolorôt, que levantou âncora em busca de ouro e prata. Ainda, se possível, trazer a bordo algumas índias bem fornidas para divertir os mosqueteiros do rei.
Em Honfleur, de onde partiam as caravelas, ainda hoje é lembrada a lenda do Pirata Bolorôt que, traduzida do francês, é mais ou menos assim:
“Há muito tempo atrás, quando os piratas singravam os mares, um barco pirata que percorria uma rota marítima teve problemas no barco devido a um furacão furioso que o fustigava, tendo finalmente naufragado numa baía, ao bater contra um cachopo de rochedo que tem à flor d”água, na Ilha da Cotinga, nas proximidades de uma vila de pescadores conhecida hoje em dia por Paranaguá. Morreram todos os marujos, menos o capitão Carlos La Chené Bolorôt. Como o galeão transportava um tesouro muito valioso, e sem meios de prosseguir viagem, Bolorôt teve de esconder o tesouro numa gruta na Ilha da Cotinga. Para saber a localização exata da entrada da gruta, o pirata desenhou lá um galo. Depois partiu a pé, procurando arranjar um novo barco, para vir resgatar o seu tesouro. Mas o furacão aumentou e o mar, embravecido, acabou por tapar a entrada da gruta com areia e pedras. Após muito tempo se arrastando pelas praias de Santa Catarina, quando Bolorôt regressou de Florianópolis para levar o tesouro, não conseguiu encontrar a gruta que tinha à entrada o desenho de um galo, símbolo nacional da França”.
Conta a lenda, no seu fecho, que o Pirata Bolorôt continua até aos dias de hoje a guardar secretamente o seu precioso tesouro e, para não renegar a tradição corsária, na calada da noite atormenta o litoral do Paraná: arromba os cofres públicos, rapina o porto de Paranaguá, assalta os turistas da Ilha do Mel e, para mostrar a sua força, até encalha navios no Canal da Galheta.
Dante Mendonça (1/7/2009) O Estado do Paraná)

Marco Jacobsen

Folha de Londrina.

Serviço de xarjincasa

Solda

O Estado do Paraná.

Terça-feira, Junho 30, 2009

Poesia alhures

O poeta Leminski como apareceu no Jornal de Vanguarda,
em 1988. Foto de Fernando Bononi, o Fer.
Para encerrar o assunto: o eixo da minha palestra sobre Paulo Leminski, nos últimos dois anos, mudou de direção. Penápolis foi apenas a consolidação desta tendência. A mistificação e o folclore acabam por ceder lugar ao interesse pelos fundamentos de sua formação, qualificação intelectual e poética, nesta ordem. O máximo de referência ao baixo mundo foi a saborosa expressão "estados excepcionais ou extraordiários da mente", usada por alguém da platéia. Se é que vocês me entendem...

Toninho Vaz, de Santa Teresa.

Orlando Pedroso, agora devagar, devagarzinho...

Nora Drenalina indica:

69, poemas de Antonio Thadeu Wojciechowski e Solda. Editora Beija Flor, década de 80. Formato 5 x 7 cms. Quem procurar, acha.

Portfolio

Portfolio

Década de 90.

Tcham!

Quem é que faz essas fotos?

Uebas!

Justiça americana condena megafraudador

Alhures do Sul

Foto Divulgação.
Pina Bausch, coreógrafa e dançarina, Solingen, 27 de julho de 1940, 30 de Junho de 2009.

Desenho de César Marchesini.

Marco Jacobsen

Folha de Londrina.

Rá!

PhotoBucket.

Quem é que faz essas fotos?

Hoje

Foto sem crédito.

Despojos de um Brancaleone

Constantemente em uma jornada que transpassa pântanos altruístas, atalhos egoístas, planícies formalizantes, cumes filosóficos e precipícios conceituais, na sua perene e quixotesca busca por um Graal estético - mesmo que seja apenas para sorver uma pequena porção dele - o artista busca saciar sua sede e deixar sua marca no mundo.
Este cavaleiro andante com um caráter algo macunaímico e, por vezes, de triste figura, se outorga o direito de criar, de ser um filtro das emoções, de promover um arrebatamento da realidade empírica e restituir ao mundo sua expressividade, deixando a praticidade ao largo, auferindo significação às obras através de sua exposição.
Mas o tempo confere aos trabalhos que acabam por permanecer em seu ateliê alguns desgastes, sejam eles físicos ou conceituais e, constantemente, este pretenso "criador", ao olhar a seu redor, considera a necessidade do redesenho de algumas de suas “criaturas” - se não como poética, pelo menos enquanto forma.E é nesse embate entre o passado (e suas experiências decorrentes) e a realidade diária do ateliê, aonde este acervo que vai se acumulando começa a ter o peso de entulho, que o artista procura, por entre as idéias, as técnicas, as tentativas, os acertos e os erros por ele amealhados, seus despojos.
Porém a física, a química e mesmo a prática de propalados procedimentos artísticos geniais e herméticos não permitem a ele eliminar totalmente a matéria ou transubstanciá-la, mas, no máximo e por meio de uma atitude pictórica, transformá-la e “fazer a luz falar” através dela. Neste ponto, não há releituras, consertos ou apegos sentimentalistas à história de cada obra; os vestígios de sua existência pregressa podem aflorar ou simplesmente sucumbir sob as camadas que lhe são novamente impostas.
Ao fim e ao cabo desta saga, às margens do oceano de homens e de idéias contra o qual este Brancaleone se defronta, avança e começa a soçobrar, ele finda por despojar-se, e sua tábua de salvação é constatar, finalmente, que a obra nunca é apenas um objeto.
Evoé! Claudio Boczon, Curitiba, maio de 2009, às margens do Rio Água Verde.

Porão Abaixo.

Lindsay adelanta su cumpleaños

Para Lindsay Lohan, que cumplirá 23 años el próximo 2 de julio, cualquier excusa es buena si de fiesta se trata y decidió este fin de semana adelantar su cumpleaños. La fiesta, para la que reservó completamente para ella y sus invitados una discoteca de un hotel, fue de día, con baile y terraza. La actriz aprovechó para homenajear a Michael Jackson y no dudó en ponerse una chaqueta como la del Rey del Pop. La gran ausente en la celebración fue nada menos que Samantha Ronson, con quien se supone que se había reconciliado hace unas semanas en Londres. AP.

Dibujo

Leituras plurais

Caixa Cultural apresenta Brasis Leituras Plurais. Dia 01 de julho, quarta-feira às 20h: Ingresso: um livro não didático. Alcântara Machado- Contos selecionados do livro: Brás, Bexiga e Barrafunda, Gaetaninho Carmela, Tiro de Guerra nº 35, Lisetta.
Assionara Souza - Contos inéditos: Mímica e Panificadora Exemplar - Contos selecionados do Livro: Cecília não é um caximbo. Para fazer uma mulher dadaísta. E Olhando para sua foto... Cecília não é um caximbo.
Direção Artística: Sílvia Monteiro. Atores: Luiz Carlos Pazello e Anderson Carlos. Músicos Convidados: Luiz Carlos Pazello (Percussão e Efeitos). Anderson Carlos (Violão e Efeitos) Mediador: Flávio Stein. classificação etária: 14 anos.
Teatro da CAIXA. Rua Conselheiro Laurindo, 280, Curitiba. Ingresso: um livro não didático. Informações: 41 2118.5111

Teresina

De 1º de a 7 de julho, 2009.

Tiago Recchia

Gazeta do Povo.

Paixão

Gazeta do Povo.

Foto sem crédito.

é preciso que se morra
mas que se morra aos poucos
devagar
dentro do horário
com cautela
sem onerar o erário
é preciso morrer
na disciplina protocolar
parar de respirar
sem nenhum comentário
morrer
é muito particular
solda

Foto de Kraw Penas.

Uebas!

Foto sem crédito.

Cliques do Maringas

Maxixe Machine no Original Beto Batata.
Foto de Newton Maciel.

Crueritiba: Fim do Dia, no Passeio Público

Foto de Lina Faria.

Benett

Gazeta do Povo.

Fraga

Irã.

Foto sem crédito.

Charge antiga

Publicada n' O Estado do Paraná.

Serviço de xarjincasa

Faça propaganda e não reclame

Carlos Gardel , Tacuarembó ou Toulouse, 11 de dezembro de 1890, Medellín, 24 de junho de 1935.

Álbum

Foto de Alberto Melo Viana.

Brasis: Leituras Plurais

Vem aí!

Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. Durante todo o outono, a Formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno. Enquanto isso, a Cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. Até que um dia a formiguinha cansou. E a cigarra também.
O Brasil é um país fabuloso com fábulas mais fabulosas ainda, porque quase sempre o desenlace é imoral e a narrativa é verossímil, o que reflete a nossa disposição para a esbórnia e inclinação anárquica.
A Formiguinha brasileira nasceu de boa família, gente humilde, trabalhadora honesta. Assim de boa formação, seu nome era “trabalho”, e seu sobrenome “sempre”: exatamente como reza a fábula universal. Sempre pensando no amanhã, não aproveitava esse país bonito por natureza, o Sol, a praia e a brisa suave do fim da tarde. O bate-papo com os amigos ao final do trabalho, caipirinha, cervejinha gelada e pasteizinhos de camarão, nem pensar. Enquanto isso, a Cigarra era aquela cigarra do La Fontaine: só queria saber de cantar nas baladas, nos palcos e nos bares da cidade; não desperdiçava nem um minuto sequer. Cantava durante todo o outono, dançava, aproveitava o sol e o mar, curtia para valer, sem se preocupar com o inverno que estava por vir.
Então, certo dia, começou a esfriar. Chegou o inverno. A Cigarra, exausta de cantar noite afora, voltou ao seu casulo bagunçado. Com a ressaca de sempre, as olheiras de sempre. Toc-toc-toc! Alguém chamava por seu nome, do lado de fora da toca. Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu. Sua amiga Formiga muito bem vestida, de penteado novo, perfumada, com mala e frasqueira nas mãos. E a Formiguinha disse então para a Cigarra:
— Olá, amiga, vou passar o inverno em Brasília. Será que você poderia cuidar da minha toca?
A Cigarra respondeu:
— Claro, sem problemas! Mas o que lhe aconteceu?
E a Formiga respondeu:
— Cansei de trabalhar! Meu primo Formigão, que é assessor do senador Saúva, me arrumou um emprego em Brasília. Assessora técnica do Senado.
— Assessora técnica?- Alguma coisa assim. Só sei que depois desse inverno, assim que sair minha nomeação, eu volto para ajudar na campanha do Dr. Saúva.
— E o salário?
— Para os nossos padrões, uma fábula! — E o que você vai fazer na campanha do senador Saúva?
— Laranjada!
— Laranjada?
Ora, querida, com laranja é que se faz uma boa laranjada! O primo Formigão tem um partido de fundo de quintal e, nas próximas eleições, vai precisar formar uma chapa nanica de deputados estaduais e federais. Aí eu entro como candidata a deputada estadual: “Formiguinha: meu nome é trabalho!” - Sem nenhuma chance...
— Com chances! Com chances de o primo Formigão ser nomeado secretário de governo. Tudo em família, em 2011 serei assessora especial.
— Formiguinha, amiga, você que é feliz...
Ora... e você? Parou de cantar?
— Quase. Imagine que eu estava cantando em um bar e um produtor gostou da minha voz.
— Maravilha, Cigarrinha!
— Imagina! O pilantra me propôs um contrato de seis meses para fazer show num bordel! Depois dessa, para mim chega! Vou estudar Publicidade e Propaganda e, de agora em diante, estudo de dia e canto à noite.
— No bordel?
— Deus me livre! Mesmo ganhando pouco, prefiro levar a vidinha de sempre: teatro, barzinho e, conforme a grana de uma herança, quero montar uma produtora de som. Mas a prioridade será a faculdade, porque cansei dessa vida de artista.
— Bom saber, amiga: vou indicar você para produzir o jingle de campanha do senador Saúva! A propósito, deseja alguma coisa de Brasília?
— Desejo sim, Formiguinha. Se você encontrar o La Fontaine na Embaixada da França, manda ele para... Ah! Deixa para lá!
— Até breve, Cigarrinha. Cuida bem do meu casulo: na primavera estarei de volta para te contar a moral da história!
Dante Mendonça(30/6/2009) O Estado do Paraná.

Tiago Recchia

Los 3 Inimigos - Gazeta do Povo.

Tcham!

Olaith McAllister. Foto sem crédito.
Taxi Driver.

Ivo Rodrigues se recupera bem do transplante de fígado e deixa a UTI

Foto de Bruna Bazzo.
Músico fez a cirurgia na última quinta-feira. Médico afirma que recuperação está sendo boa e até o fim dessa semana será possível ter uma idéia sobre alta hospitalar Ivo Rodrigues, vocalista da banda Blindagem, se recupera bem da cirurgia de transplante de fígado a que foi submetido na última quinta-feira (25), no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). No domingo (28) pela manhã, Ivo foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para um quarto do HC.
“A recuperação da cirurgia está ocorrendo muito bem. Ele já começou a se movimentar e a receber alimentos líquidos”, afirmou o médico Júlio Coelho, que fez a operação de Ivo Rodrigues. De acordo com Coelho, que é professor titular e chefe do Serviço de Cirurgia do Aparelho Digestivo e Transplante Hepático do HC, até o final dessa semana será possível ter uma idéia de quando o vocalista da Blindagem terá alta do hospital.
Ivo Rodrigues recebeu o fígado de um doador de 24 anos, que sofreu um acidente de moto em Telêmaco Borba, nos Campos Gerais. Há três anos Ivo aguardava na fila do transplante e nesse tempo fez tratamento médico, acompanhado pela equipe de transplantes do HC. O músico sofria de insuficiência hepática.
A banda

A Blindagem é uma das bandas pioneiras da cena do rock paranaense. Formado no final dos anos 70, o grupo alcançou projeção nacional nos anos 80. O poeta curitibano Paulo Leminski teve grande influência na história do grupo. A parceria Leminski/Blindagem rendeu 11 músicas para a banda.

A Blindagem conta com a seguinte formação: Ivo Rodrigues (vocalista), Paulo Teixeira (guitarra), Alberto Rodriguez (guitarra), Paulo Juk (baixo) e Rubén “Pato” Romero (bateria).

Adriano Kotzan/Gazeta do Povo.

Solda

O Estado do Paraná.

Gênio

Miguel Bakun, Mallet, 1909, Curitiba, 1963.

Fraga

No fundo, no fundo, todo cheque é sem fundos. No fundo de qualquer gaveta tem outra gaveta, muito mais profunda. No fundo do mar, o abismo se abisma consigo mesmo. No fundo da memória imobiliária, as casas tinham fundos. No fundo das fendas, há frestas para outras profundezas. No fundo, os fundilhos não terminam ali. No fundo dos sofás há gente que se afundou e nunca mais foi vista. No fundo, até as coisas mais rasas têm a sua incalculável fundura. No fundo das tumbas, múmias de órbitas fundas contemplam as partes mais curtas da eternidade No fundo das redes busca-se uma profundidade maior para o futebol. No fundo dos mais fundos poços de elevadores se acumulam vertigens das alturas. E no fundo bem fundo dos poços, a caçamba passa sede. No fundo das coxias, depois que o teatro se afunda na escuridão, nem as sombras contracenam. No fundo da fundição, numa fornalha metafísica, fundem-se o tudo e o nada. No fundo do inafundável Titanic afundou-se o mito da tecnologia perfeita. No fundo dos teus olhos eu me olho e me vejo melhor.

Serviço de xarjincasa

Solda

O Estado do Paraná.

Poluicéia desvairada!

Pode esperar sentado.

Foto de Lee Swain.