Domingo, Novembro 08, 2009

O que é que os outros vão dizer?

Foto de João Urban (1980).
Cresci à sombra dessa frase-ameaça, símbolo / síntese/ totem da nossa (curitibana) pudicícia, timidez, excesso de respeito pela opinião alheia. Os outros são uma loucura. Tem um que. Tem um outro. Tem um que outro. E tem cada outro que vou te contar. Outro é o tipo de negócio que nunca falta. Para cada um que sim, tem um outro que não. E talvez um outro.

A opinião dos outros já me tirou o apetite. Um outro não me deixou dormir. Teve certas camisas que nunca usei por causa dos outros. Outro caso são as outras. A outra. Eu sou a outra na vida dele. O fato é que não se pode viver sem essa estranha companhia: os outros. Quem são os outros? Metafísica pergunta que Universidade alguma responde.

Não é qualquer um que é o outro. Basta um pouco de intimidade, ela se vai o outro, transformado em íntimo, a pior modalidade de outro que se pode imaginar. Nos anos 60, a intelectualidade curitibana era toda sartreana. Até os marxistas eram, secretamente, acendendo, em público, uma vela a Marx e, em casa, no recesso do lar, um círio (Jamil Snege acendia um sírio) ao casal Sartre- Simone.

O que mais fazer numa cidade sem portas, nem janelas? Extrapolo. Tudo o que eu queria dizer é que, com Sartre, aprendemos a escrever outro com maiúscula. O Outro. Aí o caso é mais sério. O outro, virando o Outro, transformava-se numa espécie de monstro da família de Drácula, Nosferatu, Frankenstein, Monstro da Lagoa Negra, Fuscão Preto, INPS, Abominável Homem das Neves. Aprendemos, ainda, a outridade, o outrimento, tudo modalidades de manifestações desse prestigioso portento.

Alguns exageraram nessa paixão pelo outro. Um dia, acordaram, foram ao espelho. E lá estava o Outro refletido no reflexivo vidro do banheiro. E fizeram a barba do Outro mesmo. Hoje os tempos são outros. Outros os hábitos, outras as preocupações. Mas, vez por outra, ainda me lembro daquele monstro com o carinho com que lembramos das visagens e assombrações da infância. E só. Hoje, pra mim, o outro entra por um ouvido. E sai por outro.

Paulo Leminski. Fim de Semana – suplemento de O Estado do Paraná – edição de 12 de novembro de 1982.
Foto sem crédito.

Cruelritiba: Tudo Vermelho

Tchans!

No escurinho do cinema

Soruda san, Beto e Renata Bruel, pegando Insolação, de Felipe Hirsch e Daniela Thomas, no Shopping Frei Caneca, em Sampa. Foto de Vera Solda.
Foto de Lina Faria.

O latim é uma língua em desuso. Fui a Roma e constatei
in loco. Dodó Macedo.

Perguntar não ofende

Diluidores!

Vem aí!

Imperdível!

Na capa

Foto de Ennio Leanza.

Rá!

Foto sem crédito.

Dibujo

Foto de Iara Teixeira.

Vai lá!

Foto de Alberto Melo Viana.
Gazeta do Povo.
Gazeta do Povo.
Na crise do lixo napolitano, em 2007, as autoridades italianas encheram um navio de lixo e mandaram descarregar na África. Lá chegando, o chorume foi tanto que o navio teve que retornar ao porto de Nápoles sem ter onde enterrar a “immondizia”. Se o imbróglio do lixo curitibano não terminar em pizza, desde já pergunta-se: qual será o destino do nosso chorume?

Ao enviar sua “immondizia” para o continente africano, os italianos fizeram sem nenhum pudor o que o hemisfério Norte vem fazendo há séculos com os subdesenvolvidos: um fundo de quintal, onde depositam rejeitos de toda espécie. Da indústria poluente aos resíduos culturais. O lixo napolitano só não se transformou em comédia porque a tragédia foi inevitável. A começar pela pizza, a vera napolitana, com graves consequências econômicas e culturais. Na época, março de 2007, os principais jornais italianos denunciaram a presença de dioxina produzida em Nápoles e Campânia, região onde são feitas as melhores mussarelas do mundo. Ingrediente chave da pizza napolitana, a presença da dioxina na mussarela se tornou então o símbolo da invasão do lixo que ameaçava Nápoles.

Os políticos italianos são ótimos comediantes. Quando o chorume chegou às sensíveis narinas romanas, o governo anunciou a reabertura de um aterro anteriormente fechado para dispor de 3.700 toneladas de lixo que estavam sendo despejados nas ruas de Nápoles e arredores. Até aí, tudo bem. O problema é que quando o aterro foi fechado, anos antes, os moradores da região receberam a promessa de que um campo de golfe ali seria construído. Como resultado do fechamento, muitos moradores investiram poupanças para a construção de apartamentos e residências nos arredores. Em alguns casos, luxuosos condomínios a poucos metros de distância do local. Com a reviravolta nos planos, os investidores acordaram subitamente com uma montanha de lixo na vizinhança, em vez dos 18 buracos e um gramado de cinema. Conclusão, o campo de golfe foi o negócio imobiliário mais podre da história napolitana.

A crise do lixo em Nápoles reuniu numa só valeta os piores clichês do sul da Itália: má gestão, interferência política, especulação, corrupção, a Camorra e a capacidade das autoridades competentes para desviar a atenção e botar a culpa nos outros. Algo semelhante com o que estamos assistindo na região metropolitana, com três diferenças: a nossa mussarela não está sendo contaminada, a Camorra napolitana não seu deu conta dos grandes negócios que está perdendo em Curitiba e os nossos resíduos orgânicos e hospitalares ainda não começaram a ser exportados para a África ou qualquer outro quintal mais próximo.

Ainda não exportamos lixo, mas vamos exportar. E, antes que o inevitável aconteça, precisamos começar a pensar em futuros destinos. No terceiro planalto paranaense, Guarapuva, terra de Victor Hugo Burko (presidente do IAP), ficaria fora dos planos, por suposto. No segundo planalto, Ponta Grossa poderia acolher o chorume, caso não fosse tão perto e o lobby princesino tão poderoso na capital: os cronistas esportivos Luiz Augusto Xavier e Carneiro Neto seriam os primeiros a pegar em armas.

Como no primeiro planalto qualquer aterro passa pelo crivo das picuinhas políticas provincianas, só resta enviar o entulho para o litoral, como sempre. Como nossa orla sempre foi tratada como lixo, bastaria fechar os olhos e escolher um ponto ao acaso: Guaratuba, Caiobá, Matinhos, Praia de Leste e adjacências. Em Paranaguá, o lixo pode ser depositado diretamente no Canal da Galheta, o que a natureza já vem fazendo por livre e espontânea vontade. E em Antonina (pelo modo como é tratada não serve para outra coisa) o lixo-que-não-é-lixo resolveria o problema de desemprego no porto.

Livres do chorume, o que faremos com o aterro da Caximba? Elementar, a receita é italiana: um campo de golfe!

Dante Mendonça (8/11/2009) O Estado do Paraná.

Los 3 Inimigos - Gazeta do Povo.

Rua das Flores

Dante Mendonça - O Estado do Paraná.

Momento bundas

Foto sem crédito.
Ontem tive um sonho. Ou pesadelo, não sei ao certo. Era uma cerimônia pública onde se escolhia, entre quinze candidatas, a Garota Pocilga 2009. Romilda Carla, a pin up, foi a vencedora. Além de prêmios em dinheiro e viagens, ela vai ser uma feliz proprietária de um terreno na Mata Atlântica. Toninho Vaz, de Santa Teresa.
O Estado do Paraná.

Sábado, Novembro 07, 2009

Tcham!

Severina Vuckovic. Foto sem crédito.

Corra lá!

Rainbow

Foto de Iara Teixeira.

João Lin

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Publicada n' O Estado do Paraná.
Robert Amorim, Beto Batata, Robert Pomme de Terre.
Foto de Gilson Camargo.
A verdade é que a estupidez
já não vai tão longe quanto ia.
Agora ela se contenta com o primeiro
que atravessa seu caminho.
As crônicas desta antologia se consagram como pequenas obras-primas de emoção, baseadas nos espantos e alegrias, decepções e surpresas do cotidiano. Contam a história de um país e de um gênero que outrora foi considerado menor. Fenômeno de aceitação popular, a crônica superou o preconceito e se instalou como iguaria fina, assinada por mestres da nossa literatura. Amorosa, bem-humorada, leve e refinada, a crônica brasileira conquistou seu lugar e inventou um estilo, modo de escrever e viver.

Mistura as artes do espírito sensível com os fatos da atualidade, mesmo que seja aquela realidade passando embaixo apenas da janela do autor. Pois é falando na primeira pessoa, com voz poética ou perplexa, jornalística ou irônica, que o cronista nos encanta.

Craque do gênero, Joaquim Ferreira dos Santos fez esta seleção sem se deixar amarrar pelas leis acadêmicas, mas orientando-se pelo poder que as crônicas têm de seduzir — marca essencial de todas reunidas neste volume, que se tornaram clássicos de referência da nossa educação literária e sentimental. Editora Objetiva, 354 páginas. Capa de João Batista de Aguiar, 2005.

No Teatro Novelas Curitibanas

Dois livros ligados às artes cênicas da capital paranaense serão lançados hoje no Teatro Novelas Curitibanas, durante o evento Conexões Teatrais, que acontece a partir das 19h. As obras são Dramaturgias curitibanas 2008 e Companhia do Abração, uma pequena história.

O primeiro livro, editado pela Fundação Cultural de Curitiba (FCC), reúne cinco textos inéditos de autores curitibanos: O caminho dos girassóis, de Fátima Ortiz; Seance - as algemas de Houdini, de Paulo Biscaia; Um herói de quebra-cabeças, de Leandro Borgonha da Silva; Tempo, de Renato Perré; e A triste história de Hanna Kowalick, a bruxa de Curytiba, de Enéas Lour. As histórias foram selecionados por meio do Edital Oraci Gemba de Literatura Dramática.

Já o segundo livro conta a trajetória do grupo teatral curitibano Cia do Abração, que se dedica à área do teatro infantil. Cia do Abração, uma pequena história descreve os cinco espetáculos montados pela companhia ao longo dos últimos anos, fala sobre o surgimento do grupo e suas propostas na área das artes cênicas. A obra é de autoria de Letícia Guimarães e Fabiana Ferreira, com redação de Francisco Cardoso.

“O evento será múltiplo e deve reunir representantes de diversos movimentos teatrais de Curitiba. Terá como público alvo principal a classe artística. Porém, também será aberto a pessoas que gostam de teatro”, afirma o coordenador da área de teatro da FCC, Clóvis Severo.

Conexões Teatrais também irá englobar o lançamento do Anuário do Teatro Curitibano, organizado todos os anos, desde 2001, pela FCC e que pela primeira vez será distribuído em formato eletrônico; com a exibição do vídeo Conversas do silêncio, que mostra o trabalho do grupo Antropofocus sobre a comunicação sem palavras; e apresentação do projeto de pesquisa Um diálogo com Machado, pela Pausa Companhia de Teatro.

Cintia Végas. O Estado do Paraná.

Foto sem crédito.

Cruelritiba: A Curitiba Quente

Gazeta do Povo.

Foto de Iara Teixeira.

Tcham!

Charley Uchea. Foto sem crédito.
Foto de Naideron Jr.
Renata Pozzi Rodrigues Neves é irmã do craque Ricardinho, agora brilhando no Atlético Mineiro. Além da boa fase do mano, a empresária comemora ainda a abertura de sua loja de sapatos e acessórios EmporioNaka, no Shopping Crystal Plaza. No próximo ano pretende expandir a franquia da marca paulista em Curitiba e, agora na segunda quinzena de novembro, Renata se prepara para lançar a Coleção de Alto Verão.

Sonho de outra profissão, o que seria: Gosto muito de decoração...decoradora, talvez.
Dando a sexta-feira por finda, um fim de semana perfeito:
Viajar ... adoro! E se a família estiver junto, melhor ainda.
Serra abaixo ou serra acima:
Depende do clima.
A mais bonita paisagem do
Paraná: Cataratas, em Foz do Iguaçu.
A mais bonita paisagem de
Curitiba: Como curitibana, aprecio muitas paisagens, mas gosto muito do Parque Barigui.
Uma rua da cidade:
Avenida Batel, agitada e moderna.
Um sábado de chuva:
Em casa, com meu marido Marcelo, vendo um bom filme com pipoca.
Um domingo de sol:
Churrasco com a família (se for na chácara do meu irmão Ricardo, melhor ainda).
O que você não dispensa no inverno:
Casacos pesados e botas da EmpórioNaka (risos)
O que você não dispensa em qualquer estação do ano:
Receber amigos em casa.
O que é muito bom fazer sozinho:
Navegar pela internet e ler um bom livro.
Uma música para ouvir hoje:
“É Preciso Saber Viver”, Roberto Carlos (na voz dos Titãs).
Outra para ouvir amanhã:
“Paciência”, Lenine.
Um livro na estante:
“Marley e Eu”, John Grogan.
Um livro na cabeceira:
“Os Segredos da Mente Milionária”, T. Harv Eker .
Um filme de ontem:
“Casa de Areia e Névoa”.
Um filme de hoje:
Qualquer bom suspense.
Um retrato na parede:
Da minha família, no meu casamento.
Um lugar para iniciar o fim de semana:
Minha casa.
Lembrança de um amigo (a):
Das antigas brincadeiras no colégio.
O jantar no sábado:
Pizza.
O almoço de domingo:
Na casa da minha mãe, Rosely.
Uma receita de estimação:
Torta de Limão.
Nenhum, pouco ou bastante alho:
Pouco.
Uma sobremesa:
Strogonoff de nozes.
Saudades de um sábado qualquer:
Qualquer sábado da minha infância.
Uma viagem:
Um mês na Europa, passando por Barcelona, Madrid, Veneza e Istambul.
Noite de domingo, o que lhe parece:
Preguiçosa.
Há a perspectiva de segunda-feira, o que lhe dá preguiça:
Atualmente nada.
O que assusta embaixo da cama:
Falta de limpeza.
Uma frase para fechar a conversa:
“Quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho”.

Dante Mendonça (7/11/2009) O Estado do Paraná.

Folha de São Paulo.

Babilak

A Prefeitura de Belo Horizonte por meio da Fundação Municipal de Cultura apresenta: 5° Fan - Festival Internacional de Arte Negra de Belo Horizonte. De 3 a 8 de novembro na orla da Lagoa da Pampulha. No ano da França no Brasil os congos daqui recebem os congos de lá. Música, dança, teatro, cinema, literatura, gastronomia, artes plásticas e artesanato. Artistas do Brasil, da África e do Caribe numa celebração da cultura da paz. Entrada gratuita. Venha conferir o Show de Babilak Bah.

www.babilakbah.com.br

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Rio flagrante

A paisagem vista de Santa Teresa, Silvestre, hoje cedo.
Foto de Toninho Vaz.
Anselmo Duarte Bento, Salto, 21 de abril de 192o, São Paulo, 7 de novembro de 2009. Foto sem crédito.
O Estado do Paraná.
Foto de Orlando Pedroso.
O Estado do Paraná.

Hoje

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Crítica culinária de Obelix quando visita a Inglaterra - Bretanha - e descobre que na estalagem - O Sorridente Javali - servem o bichinho cozido e com molho de hortelã! Qui! Qui! Qui! Coitado do bichinho! Do álbum Asterix entre os Bretões. Iara Teixeira.

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Publicada n' O Estado do Paraná.

Leiautaria São Jorge

Foto sem crédito.

O Gênio de Pau Grande

Mané Garrincha, by Loredano.

São Luiz do Purunã

Dante Mendonça, Cristovão Tezza, Soruda san e Paixão, na Pousada Parque São Luiz do Purunã. Foto de Vera Solda.
Publicada n' O Estado do Paraná.

Rá!

Pryscila Vieira, a grandona. Foto de Denise Pimentel.
Soruda san e a revista Gráfica nº 1, 1980, do maestro Miran.
Foto de Vera Solda.

Uebas!

Dodó Macedo, Vando, do Trombone & Cia e Albert Piauí.
Foto de Laura Macedo.
Benett, de Ponta Grossa, Paixão, de Japira e Soruda San, de Itararé. Foto de Newton Maciel, o Maringas.

Vai lá!

Bárbara Kirchner.

Tchans!

Álbum

Clint Eastwood. Foto de Alain Duplantier.
Enéas Lour, el Lejambre, e Mário Schoemberger.
Foto de Vera Solda.

Eu não resisto!

Caro Solda, na Rua do Alecrim, do lado esquerdo de quem a sobe, pertinho da Praça Camões e de "A Brazileira" - onde há uma escultura do Fernando Pessoa, sentado e com uma cadeira vaga ao lado para os turistas posarem ao lado dela - encontro o Eça de Queirós com uma mulher semidespida (ou semivestida) na sua frente (esculturas, convém dizer). É a personificação da nudez. E, em baixo, a reprodução da epígrafe de "A Relíquia": "Sobre a nudez forte da verdade o manto diaphano da phantasia." Abraços, Dico Kremer.

Dizem que uma vez voltando da França, na fronteira espanhola ele teria dito: Ah! a barbárie ! A Europa terminava nos Pirineus, dali em diante começava a barbárie. Bem, ia dizer outra coisa, mas é melhor ficar de boca calada.

Hei, grande, Solda! No Teatro José Maria Santos, retorna o espetáculo "O Evangelho Segundo São Mateus". Então, será que você poderia dar uma força no teu blog? A temporada vai até o dia 29, sempre de quarta a sábado às 20h e domingos às 19h. E o preço é bem baratinho: R$ 10,00 e R$ 5,00! Obrigadão! Edson Bueno.

On the Road: Horizonte em São Luiz do Purunã

Não Lugar.
O lixo de Curitiba é uma questão gramatical. De um lado, o secretário municipal do Meio Ambiente, José Antônio Andreguetto, defende a Cachimba com CH. Do outro, Victor Hugo Burko, presidente do Instituto Ambiental do Paraná, é partidário da Caximba com X. Para todo os efeitos, é um impasse gramatical, e não político.

Não é preciso ter uma usina de compostagem no cérebro para perceber que o chorume desse impasse ambiental é provocado pelo lixo-que-não-é-lixo da política partidária provinciana. O que estamos assistindo são atitudes intolerantes, personalismo sem juízo do que pode acontecer nos próximos meses na região metropolitana de Curitiba, egos determinados a fazer com que apenas os urubus vivam na santa paz de sua própria natureza. E cada cidadão que trate de procurar sua própria Caximba, ou Cachimba. De preferência na praia, porque o lixo das festas de fim de ano não terá outro destino no segundo planalto.

Estamos vivendo a época de ouro da mediocridade. Como fede o chorume do lixo-que-não-é-lixo da política partidária provinciana. E não é de hoje. No seu Diário de um crítico, no dia 21 de janeiro de 1959, o professor Temístocles Linhares, não dos mais afeitos ao futebol, observou que os nossos políticos, com raras exceções, maltratam a bola e ainda se apresentam como ídolos da torcida:

“Nada de promissor se apresenta nesse campo no Paraná, apesar de todo o seu futuro. Pobre de homens, o esquema que se delineia para as eleições daqui a menos de dois anos é deveras angustioso. Quando estará esta rica região brasileira, em relação à política, numa era de verdadeiro espírito público, tendo à frente de seus destinos homens probos e capazes? Não bastam as experiências já feitas para os nossos políticos mudarem de rumo e se compenetrarem de seus papéis? O espírito de aventura, o personalismo, a ambição desmedida os conturbam. Dizem que o que lhes falta é amadurecimento político e patriotismo. Na verdade, a história política do estado é muito pobre. Em confronto, porém, com os homens do passado, os de hoje saem perdendo não só em matéria de qualidade intelectual como de decência e honestidade. O que falta, ao meu ver, é um melhor sentido de paranaensismo. O Paraná está contaminado demais pelo desamor à terra. Explorá-la, sugá-la em suas riquezas, sem nada dar-lhe em troca, é o objetivo dos homens que a governam no presente e traçam os rumos de sua política. Nesse terreno não há ninguém de bom senso que não seja pessimista. É certo que ainda se diz muito por aqui: enquanto os políticos dormem, o Estado cresce e se transforma. Enquanto, porém, não for modificada a mentalidade dos homens, não haverá razão para qualquer crença tranquila e sólida em seu futuro. É preciso que haja na política paranaense um código estável de valores morais para que aos seus quadros retornem os homens “bons" que ainda se encontram por aqui, à margem da coisa pública”.

***

Nos piores venenos, as melhores soluções. Assim sendo, as autoridades competentes devem fazer curso de especialização em Napoli, na Itália.

Depois dos humores do Vesúvio, a maior catástrofe napolitana é a Camorra, organização não-governamental que tinha a concessão do lixo na cidade. Com as técnicas desenvolvidas pela Camorra, Curitiba poderia ganhar fortunas com o que na península eles chamam de “immondizia”. Está no filme e no livro Gomorra: a máfia do lixo lucra em todos os planos e tem todo o interesse que a crise perdure por séculos, porque ganha bilhões de euros armazenando os dejetos em lixeiras ilegais, em áreas clandestinas e na recolha do lixo, depois jogando a “immondizia” hospitalar e tóxica em vinhedos, onde produzem o que bebem.

Adaptar os métodos da Camorra napolitana para o Paraná é relativamente fácil. Basta o “capo” convocar para a empreitada alguns prepostos habituados a botar a mão no lixo-que-não-é-lixo da política partidária provinciana.

Dante Mendonça (6/11/2009) O Estado do Paraná.

Manoel Carlos Karam, Luís Vaz de Camões e Walmor Marcelino, na Biblioteca Pública Municipal. Foto de Soruda san.

Rá!

Foto sem crédito.

Hoje

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Recife flagrante

Tá lá o corpo estendido no chão. Foto de Toninho Vaz.

Tcham!

Christine Bleakley. Foto sem crédito.
TaxiDriver.

Dibujo

Ova-se!

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Gazeta do Povo.

Hoje

Olá, chorões do Brasil!

Em breve estarão abertas as inscrições para o II Festival Curitiba no Choro - mostra competitiva de composição de choro - 1º lugar -R$4.000,00, 2º lugar R$2.000,00, 3º lugar R$ 1.000,00. Procure aquele choro esquecido na gaveta! Avise os amigos, vai ser uma grande festa! Divulguem! Abraços, Clube do Choro de Curitiba.

Hoje: La Carne lança Granada em Curitiba

A cultuada banda La Carne, oriunda de Osasco-SP, chega ao seu quarto álbum, de nome Granada, extremamente aclamada pela crítica. O La Carne mantém desde a década passada ligações afetivas e estéticas com Curitiba, onde alimenta grandes amizades a cada passagem pelos pinheirais. A banda não poderia deixar de realizar o lançamento deste aclamado álbum com os amigos do Folhetim Urbano e Gruvox, além dos camaradas paulistanos do Popstars Acid Killers. Todos prometem uma grande festa, com a presença de diversas personalidades do rock local e brasileiro, além de animada pista com os DJs Adriane Perin e Ivan Santos (DeInverno Records).

Serviço: La Carne em Curitiba – lançamento do álbum Granada. Abertura: Popstars Acid Killers, Folhetim Urbano e Gruvox. Espaço Cultural 92 Graus (Rua Des. Benvindo Valente, 280 – S. Francisco) 6 de novembro - sexta. Ingressos: R$10 e R$5 (mulheres até as 23h) Horário: a partir das 21 horas (primeiro show as 23h).

Rá!

Otelo

Hoje

HQMIX Livraria. Praça Roosevelt, 142, centro, São Paulo, SP.
Fone 11 3258 7740.
Fim de feriadão, a cidade toda acorda com a corda toda.
Foto de Lee Swain 3/11/2009
Foto de Iara Teixeira.

Dibujo

O Estado do Paraná.
O Estado do Paraná.

Vi você no blog do Solda!

O Comedor de Mamonas, by Enéas Lour.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

O Estado do Paraná - 3/11/2009
O Estado do Paraná - 3/11/2009
O Estado do Paraná.
O Estado do Paraná.
O Estado do Paraná.

Vai lá!

A Charge On Line.

Assim caminha a Humanidade

Guimarães Rosa estava certo: viver é muito perigoso

Fisioterapia, muita fisioterapia.
Maiores informações no próximo boletim médico.

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

O Estado do Paraná.
Foto sem crédito.
A vidente se concentra, fecha os olhos e fala:
-
Vejo o senhor passando em uma avenida, em carro aberto, e uma multidão acenando.
O governador Requião sorri e pergunta:
- Essa multidão está feliz?
- Sim, feliz como nunca!
- E eles estão correndo atrás do carro?
- Sim, por toda a volta do carro. Os batedores estão tendo dificuldades em abrir caminho.
- Eles carregam bandeiras?
- Sim, bandeiras do Paraná e do Brasil, e faixas com palavras de esperança e de um futuro em breve melhor.
- Eles gritam, cantam?
- Gritam frases de esperança: "Agora sim! Agora vai melhorar!"
- E eu, como estou reagindo?
- Não dá pra ver.
- E por que não?
- Porque o caixão está lacrado.